Soneto
Tudo começa se a "chave de prata"
despertar em você algo sublime,
caso a "chave de bronze" entre e te anime,
já o terceiro verso te arrebata
Pro quarto verso, filho do primeiro,
pra ler o quinto verso da fornada,
quer descortine o céu, fale de fada,
esperas que ele abrace o mundo inteiro
Com braços de terceto, a curta escada
pros montes divinais lá do Parnaso.
de lá tu sais com a alma sublimada
E te segues, então, para o tesouro...
este que o mundo trata a pouco caso
e enfim te encontras com a "chave de ouro".
Por Renã Leite Pontes
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 14h09
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ACRÓSTICO: "O SONHO E A LUZ" - POR CLARISSE. B. SANCHES

R - Refulge uma estrela no Céu de Belém
E - E já se pretende saudar o Natal!
N - Na Noite sagrada, não há lá ninguém
à - A dar-lhe um abrigo, senão um curral!
L - Luar amoroso que muito seduz
E - Era já noitinha. José na cidade:
I - Inquieta Maria já quer dar à luz
T - Tesouro de Amor, seu Menino Jesus,
E - E o sonho mais lindo fazendo a "Trindade".
P - Pai deu o seu filho, o Espírito Santo,
O - O berço de palhas, mas cobre-o no manto.
N - Não há outro meio: o sonho e a luz,
T - Terá o Egipto de ser o destino,
E - E pega Maria no nosso Menino,
S - Severo o Herodes quer morto Jesus!
Ao Prezado Amigo, Distinto Poeta e Escritor, Renã Leite Pontes, com muito apreço e votos de feliz Natal, extensivos a sua família.
Por Clarisse Barata Sanches - Góis - Portugal
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 21h40
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Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 20h13
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SE TU ME AMAS...
Se tu me amaste muito loucamente,
Fruta do amor, estojo dos segredos...
Vai! Grita aos prados, grita aos arvoredos
Que tu suspiras só por mim, somente.
Se me dedicas todos teus carinhos
Com louco amor imenso e tão profundo.
Vai! Grita aos prados! Vai dizer ao mundo,
Acorda a flor, acorda os passarinhos!
Faze do teu lençol redemoinhos...
Recita versos, dize insanidades,
Promete-me mil beijos comezinhos
Com reprises dos tempos em que amamos...
E, num encanto, vão voltar saudades
Das mil juras de amor que não trocamos.
Por Renã Leite Pontes
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 19h47
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EL OSO Y EL BAGRE
Hacía frío. Un oso saciado
Quiso pescar al pobrecito pez.
Doña osa habló muy enojada:
¡Oso malo, de ser malvado deje!
El oso cavó muchas lombrices.
Dona osa volvió a reclamar...
El agarró unos pedacitos de foca
Y, después, fue a mariscar en el mar.
Pero, un bagre viejo, letrado,
Llamó a todo el cardume para el otro lado.
El oso presintió la práctica
Y, de repente, mejoró la táctica.
Cogió cuatro redes de arrastro
Y un barco pra formar una trampa…
Desparramó bastante arroz cocido
Y atrajo muchos peces para la arena.
Y arrastra el barco y las redes para la playa,
Jalando pez-tatú, pez-bola…
Cuando los peces se dieron cuenta,
Ya estaban todos en la bolsa.
Y es que el pez anciano,
Que escapó por milagro
Gritó del medio del mar
Este proverbio de bagre:
¡Vea! Quien quiere coger moscas,
Nunca va a usar vinagre.
Por Renã Leite Pontes
Com Tradução da Profª. Marilú de Aguilar Fernandez
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h58
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JOÃO DE CASTRO NUNES: UM VALOR!
Não sei que diga, não, do Sonetista
João de Castro Nunes, um valor
Das letras portuguesas, o melhor
De tantos que compõem minha lista!
Nem o Pessoa foi tão analista
Para escrever sonetos a rigor…
Faz-me lembrar até um pensador
De rara inspiração, e idealista!
João de Castro Nunes é Poeta
Que tem dentro de si alma discreta
Pra nos deliciar a melodia!
Hoje, quase ninguém escreve assim
Sonetos como “rosas” de cetim,
Tão entranhados de sabedoria!
Por Clarisse Barata Sanches
De Góis - Portugal
Minha Estimada Amiga Clarisse Sanches, Senti um enlevo ao ler seu soneto dedicado ao ilustre Dr. João de Castro Nunes. Que beleza! Futuramente, você deverá ser cognominada "A POETISA DAS ODES" (porque ninguém cantou a beleza e os valores cristãos melhor que a portuguesa Clarisse B. Sanches). Dita obra é uma maravilha sonora singularíssima e as palavras estão muito bem urdidas no soneto de rara beleza e beleza rara. Parabéns!
O Dr. J.C.N. deve ter ficado feliz. Feliz do poeta que merecer um soneto seu...Com os mehores encômios.
R.L.P
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h24
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A poesia tem seu lado bom... O poeta não é só um sofredor...
Leia abaixo esta pérola que encontrei pelos bailes da vida das escolas
empedernidas do meu Acre, papel na mão para me entregar,
escrita linda à tinta; menina de 17 anos de meiguice e sonhos...
AO POETA RENÃ LEITE PONTES
Da sua querida ex-aluna - Escola Glória Perez Rio Branco – AC
R-Raros são teus sonhos que um dia realizarás
E- E poucas coisas virarão verdades - o que pensas fazer?
N-Não queiras ser o dono do mundo, nem um
Ã-Antigo escritor. Seja apenas o que és.
P-Para sentir emoções jamais sentidas antes,
O-Onde quer que vás - se não te levam os sonhos, - que
N-Nada mais te importe, a não ser o amor.
T-Tentes ser o que quiseres ser, mas não te
E-Esqueças. Sonhe alto para realizar os teus mais lindos sonhos,
S-Só não deixe de amar porque o amor é um sonho.
Jucilene Souza da Silva (Ponka)
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 16h03
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Esta página pertence ao professor, poeta e escritor Renã de Acre.
® -Todos os direitos reservados.
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 12h40
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ACRÓSTICO, IM MEMORIAM
F - Francisca S. Feitosa, presto foi, sor-
R - Rindo se encontrar com Deus,
A - Ao tempo que os seis filhos seus
N - Nunca esqueceram o seu grande amor...
C - Com a permissão do criador,
I - Irmãos e amigos lembram com carinho
S - Sonhos mil que ficaram no caminho,
C - Cantigas são eternos laços de
A - Amor que ao Raimundo se juntou.
F - Foram dificuldades e lições
E - Eternas de simplicidade
I - Impar amor de grande intensidade:
T - Tudo de bom que tu nos ensinou.
O - O simples fato da tua lembrança,
S - Suave recordação pra toda a vida,
A - Amor é exemplo que de ti restou.
Por Renã Leite Pontes
Rio Branco de Acre, 23 de setembro de 2008.
Homenagem à genitora, im memoriam,
da Prof. Maria José (Coordenadora da Escola Glória Perez)
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 21h48
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A RESPEITO DO LIVRO “DESERTO PROVISÓRIO”
DE MÁRCIO BEZERRA DA COSTA.
Lá, a pontuação fica sobrando
e o poeta faz poesia
como quem aspira o Nirvana.
Faz riso de Gioconda,
nem alegre, nem triste.
O livro é uma janela aberta para a alma do escritor. É por isto que toda obra é a cara do autor, porque leva junto o ADN de quem escreve, qual líquido que carrega oxigênio nos rios das artérias abertas, ligando a substância catalisadora universal ao árido deserto existencial da vida provisória.
Como fluido capaz de aplacar a secura das existências presentes, alguns livros trazem pingos de letras de chuvas torrenciais emanadas dos céus ou do caos, a exemplo de "DESERTO PROVISÓRIO", quando os sons dos pingos das gotas de harmonia, caem e substituem o silêncio, fazendo o que era não ser mais, trazendo o novo.
Neste livro, pingando tinta em laudas brancas, Márcio Bezerra de Thomas More pinta em aquarela uma utopia niilista, num intangível mundo onde os artistas e poetas são valorizados em todas suas manifestações e por todos os segmentos sociais. Um singularíssimo mundo de prestígio e reverência à arte e ao artista do emendo das letras: "Não! Eu não mato poetas."
Se pode haver uma guerra justificável, certamente que esta só pode ser, a guerra do individuo contra seus próprios limites e faltas. Brigar consigo mesmo. Eis a dura briga recomendável! Na briga de Márcio contra Costa e Menezes, não sobra espaço para pugna com os sinais de pontuação que salvam e escravizam tantos. Da sua escrita escorreita, as letras pingam calmamente em cascatas e apontam, qual bússola perfeitamente aferida, o caminho do rio da felicidade. A pontuação fica sobrando e o poeta faz poesia como quem aspira (o Nirvana?), naturalmente... Faz riso de Gioconda, nem alegre nem triste.
A obra "DESERTO PROVISÓRIO" de Márcio Bezerra da Costa é rio de águas límpidas, que, se não poluídas as águas, subtraídas as areias, mas ao contrário, preservados forem seus barrancos e as matas ciliares, far-se-á permanente. Que seja rio (de letras) bem-vindo e de longa vida!
Lá, no universo do livro, as coisas são postas nos seus devidos lugares. A seringueira, doadora da seiva, humildemente, cede vez ao seu produto - o látex. E, para perceber a textura do LÁTEX do papel, basta ler a primeira cantiga do poeta, e logo a simples vista vai aparecer o óbvio: a trama urdida é um desafio ao leitor crítico.
Por Renã Leite Pontes Amazônia Brasileira - De Acre - Brazil
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 19h56
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A CADEIRA VAZIA
Por Renã Leite Pontes
EU ESPERO O ÔNIBUS. Igual a quantos? E, decentemente, quantos caberão no ônibus? Espero um bom bocado e, finalmente, embarco nele, com o dobro, quem sabe o triplo da lotação desejável... O ônibus sai da estação. Vou em pé, transportado como as feras - enjauladas. É hora do rush. Vou num ônibus com jaula na passagem do cobrador. Ônibus com jaula, sem joules, a diesel. No aperto e sacolejo eu fico pensando: quantos joules de energia serão necessários para (re)mover o descaso que (eu) não mereço?
Curiosamente, há uma cadeira vazia no fim do corredor, na parte de trás do carro. Esgueiro-me até lá, mais movido pela curiosidade, do que pela vontade de sentar-me. Afinal, por que haveria um assento vazio no meio deste arrocho? Por que todos declinariam da cadeira solitária? Na verdade a cadeira está suja de sorvete e, não há ali ninguém ousado(a) o suficiente para sujar os fundilhos e as costas; exceto eu, que necessitava acomodar-me para escrever esta crônica.
Ainda, com relação a cadeira breada, não vi inconveniente em sentar-me, posto que, afinal, estou em pleno deslocamento interescolar, para mover a roda da minha modesta condição de funcionário público (professor de educação física) e, já estou acostumado com a imundice das quadras de esporte escolares. O que, afinal, eu estranharia? Às vezes a gente fica indignado com as coisas, mas, para quem reclamar?
Sento-me enfim, na beira da cadeira, amenizando um pouco o arrocho; não apenas meu, mas, também, das outras pessoas que acotovelam-se, apertam-se, encostelam-se (o verbo encostelar deveria significar: encostar, roçar costela com costela, com os braços levantados - um termo típico para definir a condição de passageiro de ônibus).
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h33
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E, o veículo continua seu trajeto pelas ruas. Passa roçando nos automóveis estacionados em ambos os lados da estreita avenida mal planejada. Mal planejada? Não! Sem planejamento algum. Por um momento recordei-me de Dante, o florentino e do seu verso: “... Ali, a inteligência não trabalha...” É! Parece que aqui a inteligência nem visitou, quanto mais trabalhar...
Para melhorar a condição dos passageiros, o ônibus vai lotado de jovens irreverentes, que - indo à escola - chupam sorvetes, mascam chicletes; insultam-se mutuamente e galhofam, gargalhando alguns decibéis acima do limites sonoros compatíveis com o bem-estar humano. Os jovens galhofeiros são estudantes desenfreados, liberais (num mal sentido) e... Inimputáveis. Eu fiquei matutando: ora pois. Estas crianças carentes (porque eu não devo dizer aqui o que me dá vontade de dizer...) são inimputáveis para bagunçar e abusar... Porém - paradoxo dos paradoxos - são
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h31
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legitimamente aptas para eleger um político, que poderá vir a subtrair-lhes: a futura oportunidade de emprego, a oportunidade universitária, a oportunidade de uma alternativa de transporte público mais eficiente e menos poluente, enfim, a própria oportunidade de Ser... Um menino divertido destes pode, com seu voto impensado (e prematuro?) prejudicar o próprio filho dele daqui há uns 10, 15 anos... Anular o meu voto e, os de outras pessoas conscientes, que pensam antes de votar e, no fim, optam pela única opção que ainda resta a um eleitor consciente, neste Brasil de meu Deus: votar no menos pior. “Este é um país que vai pra frente [pan ran pam]”. Espere! Espere! O ônibus chegou ao terminal. Eu tenho que descer! Olho o relógio. Estou atrasado. Hoje demorou! Paradoxo dos paradoxos: os carros atrapalham o trânsito e, de carro demora mais.
Por Renã Leite Pontes
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h28
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PARA QUE TANTA VIOLÊNCIA?
Por Renã Leite Pontes - Amazônia Brasileira - Acre - Brazil
HOJE, SEXTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2008 é uma data especial. O dia do aniversário da Socorro, minha dileta esposa, completando comigo, já, doze voltas ao redor do sol.
Acordo cedo. Começo a arrumação pela poda das árvores, afinal, a casa tem que ficar apresentável ante o olhar dos convidados. Naturalmente, também iniciei os preparativos para os comes e bebes com antecedência de homem prevenido, visando agraciar minha companheira com uma belíssima comemoração.
Como 16 de maio cai numa sexta-feira, optamos por fazer a festa no sábado, 17, um dia numerologicamente mais correto, quando as pessoas não estão trabalhando.
O menu deixei por conta da mulher, que escolheu rabada no tucupi com estrogonofe. Que carestia! Um litro de tucupi temperado por dois reais! Eu tive que comprar 20 litros. Imagine o resto!
Ainda bem que no Mercado Novo encontram-se, facilmente, todos os componentes para a cozinha regional, senão o trabalho e a andança seriam ainda maiores.
O que consola a gente é que as "presepadas do mercado" são gratuitas... Lá, cheguei cedo. Comprei todos os ingredientes, mas, faltou a tal da salsa. Eu não ia voltar para
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h17
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casa faltando um ingrediente tão importante para temperar a rabada, então saí de banca em banca e nada da verdinha (que não é dólar). Parecia música do Alceu Valença: “Pelas ruas [no caso, pelas bancas] que andei, procurei/ Procurei, procurei te encontrar [a salsa].”
Até que, por fim, deparei-me com uma banquinha de verduras, localizada bem no centro da área de trás do Mercado Novo. A feirante, uma mulher, nem delgada nem cheia, atendia tranquilamente a quase ninguém; olhou pra mim com cara de sono e, para alívio meu, respondeu-me que ainda havia dois maços de salsa de resto. Peguei-os de imediato, sem sequer perguntar o preço, demonstrando claramente meu desespero em encontrar a famigerada verdura da terra.
A mulher fez uma leitura da situação e anunciou calmamente o valor exorbitante (o assalto) do produto, como se pronunciasse a coisa mais natural do mundo:
- Moço! São três reais.
Percebendo que havia dado uma mancada, eu - com aquela calma própria de quem tenta esconder a raiva – falei:
- Pra que tanta violência, senhora?
A mulher respondeu calmamente:
- Olha! Quando eu cheguei aqui, esta violência já estava instalada! (Creia-me leitor a mulher falou assim mesmo).
Escrito por canticos do acre Blog de Renã às 18h13
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